Obra: Crianças na mira de lobos – Um alerta quanto a ideologia de gênero aos pais e professores que zelam pela família

Autor: Alan Ruas – Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, ministro presbiteriano, Teólogo pelo Instituto Superior de Educação e escritor. É casado com Sara Arandas Rocha e  pai da Alice. Escritor das obras: “A teologia do mal: os artifícios satânicos para destruir a igreja” e “Família na perspectiva de Deus: Uma resposta a ideologia de gênero”.

Resenhista: Jeane Santos Azevedo – Cristã e professora do Ensino Fundamental I na rede pública.

A ideia de gênero surgiu com Karl Marx quando ele mesmo diz que a família tradicional é uma instituição perversa. No “Manifesto Comunista” de 1848, Marx ojeriza o cristianismo, destacando que os valores cristãos deveriam ser atacados. No livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, assinado por Friedricth Engels, em 1884, a família passa ser brutalmente esculachada. Na visão marxista, os filhos são propriedades do Estado e devem ser moldados conforme o Estado. Contudo, segundo a Bíblia, seguida do Código Civil e do ECA, essa responsabilidade é dos pais.

A partir do livro de Engels, a feminista Kate Millet publica a obra “Política Sexual”, em 1970, defendendo o sexo sem pudor pois, na obra citada acima, Marx se baseia nos relatos de um antropólogo para defender a liberdade sexual, onde a criança não tem necessidade de saber quem é o seu pai. No decorrer da história temos vários defensores marxistas, como é o caso da filósofa e socióloga Shulamith Firestone que também em 1970 ensina que a família tradicional deve ser destruída. Anos atrás foi publicado o livro “O segundo sexo” por Simone de Beauvoir que, baseada no marxismo, expõe na visão dela, a opressão que o homem exerce no contexto familiar tradicional, sutilmente sugerindo que a raça humana não cresceu e se multiplicou através da família conjugal. Óbvio que a teoria dela não se sustentou, porém deixou resquícios para novas tentativas de desconstrução da família.

Deus criou o homem e a mulher e a partir deles povoou a terra.

Simone ainda sugere que o casamento foi inventado pelo homem para aprisionar a mulher. Em todos os seus argumentos, ela tenta descontruir a Bíblia, onde o papel de ambos é bem definido por Deus.

A frase “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” pertence a esta jornalista – Simone de Beauvoir.

John Money, em 1955, passou a usar o termo “gênero”; desvinculando o sexo da biologia passou a referir-se a um papel socialmente construído. Trabalhado incansavelmente no campo das ideias, esse termo foi logo abraçado pelas feministas nos anos 1980. Ainda em 1968, Robert Stoller, psiquiatra americano, introduziu a palavra gênero para diferenciar do termo sexo. Ele se utilizava das intervenções cirúrgicas intersexuais e em transgêneros para consolidar a teoria de que o sentimento de ser mulher ou homem eram mais importantes do que as características anatômicas.

A partir dos anos 1990 a grande difusora da ideologia de gênero é a filósofa Judith Butler, sendo considerada a patrona da tal militância. Ela esteve no Brasil em 2015 para falar sobre a teoria Queer (que significa “estranho” em inglês). Essa teoria vem justamente desconstruir valores éticos e morais da sociedade e desestruturar a família. Nesta cosmovisão não há verdade absoluta, portanto, a pessoa, quanto ao gênero, pode ser o que ela quiser. Esta teoria ensina que tudo é uma construção social em relação ao gênero. O autor John Money defendia que a identidade de gênero dependia do parecer médico, já Butler defende a vontade da pessoa.

Enfim, a teoria Queer tem sido muito difundida no Brasil através da turma LGBTQ que a cada dia abraça os comportamentos estranhos. Na parada gay de 2017, a transexual Viviany Beleboni desfilou abraçada numa cruz, tentando equiparar o sofrimento dela ao de Cristo. Uma blasfêmia. A cada dia divulga-se mais que há inúmeros gêneros e que cada um deve escolher o seu. Por incrível que pareça, muitos segmentos da sociedade tem abraçado e incorporado a ideologia queer que nada mais é do que a liberdade sexual sem pudor, e neste cenário está a erotização das crianças. A psicóloga Ana Pozza diz que os pais precisam se preocupar com essa onda de erotização infantil. Todos devem lembrar da exposição que houve em 2017 – A performance La Bête – que foi a exposição do corpo nu como forma de arte, sendo tocado inclusive por crianças. Na explicação deles, era apenas arte. As crianças são presas fáceis da agenda LGBTQ para serem inculcadas nelas a ideologia de gênero. Num relatório elaborado em 1993 pela Unicamp, fica claro que a criança na idade de 6 a 10 anos está na fase da latência (período que antecede a puberdade), e expor a criança a erotização é queimar essa etapa com consequências terríveis no futuro. Por isso, o autor afirma que as crianças estão na mira de lobos e os pais precisam se posicionar.

A agenda de gênero é algo muito bem programado e montado e há passos diversos para que a mesma seja implantada nas sociedades, mentalidades e culturas. Nas conferencias da ONU em 1994, no Cairo, e em 1995, em Pequim, os governos foram chamados a incorporar a perspectiva de gênero em todo programa e em toda política, em cada instituição pública e privada. Na visão deles as diferenças evidentes entre os homens e as mulheres não são naturais, mas são construídas, e podem e devem ser modificadas.

O movimento LGBTQ brasileiro tem pouco mais de 30 anos e tem ganhado força nos debates políticos para que sua agenda seja implantada em todos os segmentos. A promiscuidade sexual tem sido trabalhada e a mesma tem achado espaço na sociedade brasileira. Basta analisarmos as paradas gays no Brasil. A primeira, em 1995, no Rio de Janeiro, tinha aproximadamente 500 pessoas e no mesmo período acontecia também a 17ª Conferência Internacional de gays, lésbicas, intersex, transexuais e bissexuais, fazendo com que a visibilidade atraísse ainda mais adeptos. Naquela época ainda eram conhecidos como GLS – Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Desde então, a cada ano, centenas de pessoas participam das Paradas, e conforme os organizadores, chegam a ter 2 milhões de pessoas em São Paulo. É visível para todos a blasfêmia contra a fé cristã e como já verificamos, a meta é atingir o conservador, o cristão e a família.

A agenda LGBTQ tem militado no campo político com suas falas sociais, e a primeira conquista foi em 1985, quando a homossexualidade deixou de ser uma patologia e passou a ser um “modo de ser”, sendo rejeitado também o termo homossexualismo. O governo federal, no ano de 2010, instituiu o dia 17 de maio como o dia nacional de combate a homofobia. Entre 1995 a 2011, muita coisa mudou no cenário político brasileiro. A senadora Marta Suplicy tem encabeçado projetos para que as leis sejam alteradas e seja abraçada a agenda LGBTQ. Sabemos que toda essa agenda e tudo que tramita nos Poderes referente a militância LGBTQ, fere os princípios bíblicos. Não tardará para que a nossa Constituição seja alterada para atender as imposições da agenda LGBTQ

Não é de hoje que a televisão dita as regras e ainda as redes sociais que também fazem parte desta empreitada. Sabemos que há uma manipulação da linguagem, há um objetivo a ser alcançado.

Como disse André Lwoff, em 1965, “a televisão é o principal fator de retardamento intelectual e afetivo do mundo contemporâneo”; hoje com certeza ele acrescentaria as redes sociais também.

A ideologia de gênero tem sido defendida abertamente nos programas televisivos. As pessoas param seus afazeres essenciais para acompanharem desfechos de novelas ou programas que claramente ofendem a Deus. Infelizmente, crianças estão expostas a estes programas: desenhos animados, filmes, joguinhos, etc., que passam uma mensagem de deturpação sexual, onde tudo é liberado. A ideia é que elas cresçam com a percepção de que gênero é como elas se sentem, e isso poderá defini-las. A televisão tem o papel de influenciar comportamentos, modismos e alterar o ambiente familiar. A moda da vez é a ideologia de gênero. Os programas tem abraçado esse tema e tem colocado na mesa dos brasileiros como algo bom e bonito. A intenção é manipular pessoas a viverem de acordo com a ideologia de gênero ou a favor dela. Sabemos que as crianças menores de 2 anos não devem ser expostas a televisão ou celulares, mas infelizmente, esse tem sido o meio que muitos pais encontram para distrair os filhos. 90% das crianças acima de 6 anos são clientes televisivas. Os pais precisam estar atentos aos programas, pois em muitos desenhos a ideologia de gênero tem sido amplamente difundida. Precisamos lembrar que muitos desenhos no Youtube estão doutrinando as crianças para o mal. No livro você encontrará uma relação deles. A agenda de gênero na internet tem sido amplamente implantada, são muitos os sites e blogs.

Um exemplo seria o blog “Hypeness – inovação e criatividade para todos” de Bruna Rasmussen, onde ela apresenta novas configurações de família e afirma que o amor vai além do formato pai + mãe + filhos. A ideia é a desconstrução da família tradicional. Basta consultar o IBGE para verificar as mudanças que já estão acontecendo sobre o conceito família. Ela também vai dizer que há muita insatisfação com delimitações por causa de gêneros. Cores, brinquedos e profissões estão limitadas ao que foi imposto culturalmente. Lendo assim, parece até inofensivo, mas a essência de tudo isso é mal, é totalmente contra a Bíblia.

Chegamos na escola, um campo cobiçado pelos militantes da ideologia de gênero que tem como meta implantar um sistema pedagógico capaz de fazer com que a pessoa não se reconheça em sua própria natureza e que com o passar do tempo ela possa decidir se é homem ou mulher. É promover a aniquilação, uma pessoa sem identidade sendo manipulada pela malignidade. No ano de 2012, 15 projetos foram encaminhados ao Congresso com o objetivo de implantar a ideologia de gênero em nosso país. O termo gênero constava no artigo 2º, inciso lll do PNE (Plano Nacional de Educação) e após muita discussão, este termo foi retirado – o trecho dizia que as escolas deveriam promover a igualdade de gênero, raça e orientação sexual. A deputada Érika Kokai (PT-DF) criticou tal decisão alegando que o homem que nasce em corpo de mulher ou a mulher que nasce no corpo de homem precisa ter seus direitos assegurados para exercerem suas identidades.

Este tema sem sido forçado nas câmaras municipais e assembleias legislativas e inclusive no MEC. Precisamos estar sempre de olhos atentos nestas pautas. O Ministério da Educação, através do PNE, recomenda inclusive que seja trabalhado o conceito gênero desde a educação infantil, ou seja, crianças com 4 anos de idade. O autor Alan Ruas, traz alguns casos de escolas, que através dos seus livros didáticos tem trazido para a sala de aula este assunto que não é competência da escola.

Infelizmente temos uma quantidade expressiva de professores comprometidos em militar pela ideologia de gênero nas salas de aula. Nos Estados Unidos, alguns professores estão ensinando sobre a “ideologia do unicórnio” que defende a teoria de que gêneros masculino e feminino são uma construção europeia. Os ativistas transgêneros, defensores desta teoria, militam para ensinar crianças a partir dos 5 anos de idade. A ideologia do unicórnio é um aperfeiçoamento da ideologia tradicional, onde o homem é substituído por uma criatura mística, o unicórnio, sexualmente ambígua, conforme o The Daily Caller. Crianças submetidas a este currículo escolar crescerão sem saber quem são e poderão escolher o que querem ser.

No Brasil não tem sido diferente, em 2016, cartilhas didáticas enviadas pelo MEC, causaram conflitos entre escolas e pais. A exemplo temos o caso na cidade de Araguaína, no Tocantins, onde nas cartilhas destinadas para crianças de 6 a 10 anos, ensinava-se o uso da camisinha e num outro livro, uma ampla exposição do conceito de família com uniões homoafetivas. Desde sempre os pais precisam ficar atentos.

O autor Alan Ruas, traz  um resumo do livro “Sobre meninos e lobos”, do escritor Dennis Lehane que virou filme em 2003, onde mostra a tragédia do abuso sexual em crianças. Sabemos que existe uma linha ideológica para descriminalizar a pedofilia. São lobos que destroem vidas.

John Money, o tão estudado nas universidades pelos defensores da ideologia de gênero, nunca é citado sobre a loucura cometida com os gêmeos Brian e Bruce, na década de 1960. Todos precisam conhecer essa fatalidade. Brian que foi criada como Brenda, disse em sua última entrevista antes de se matar: “A depressão se devia mais as coisas antigas do que às mais recentes. As coisas recentes foram apenas a gota d’agua que fez o copo transbordar”.

Desde 2008, o SUS está autorizado a realizar cirurgias transexualizadora.

Que os lobos sejam vencidos!

Conclusão

O assunto abordado no livro é de suma importância para os pais e sociedade em geral preocupados com a integridade emocional das crianças e que defendem valores cristãos. A ideologia de gênero é tratada aqui de forma simples e clara para que todos possam entender a gravidade desse tema já muito infiltrado em nosso país nas mais diversas esferas, como por exemplo, nas escolas.

Sou professora na rede pública e certa vez, queriam convidar um teatro cuja peça era mostrar que o menino podia se vestir de menina e a menina de menino. As personagens faziam essa transformação, induzindo as crianças a experimentarem os atributos do sexo oposto. Pela misericórdia divina, não conseguiram levar a equipe teatral na unidade escolar. Naquela situação cheguei a perguntar aos colegas professores se eles seguiam em suas casas o que eles queriam para os filhos dos outros. Entre muitas situações vivenciadas, uma delas também é a mudança gramatical. Muitos professores escrevem TODXS, ao invés de TODOS, para atender a demanda LGBTQ.

A obra de Alan Ruas vem num momento oportuno para que todos conheçam a linha do tempo e a forma que essa agenda ideológica vem sendo construída e implantada no decorrer dos anos com o único objetivo: crianças sem identidade, promiscuidade sexual, destruição da família e afronta a Deus.

    1 resposta para "Resenha: “Crianças na mira de lobos”"

    • Cristiane

      Excelente texto. Apresenta de forma clara e objetiva o que vem acontecendo sorrateiramente em nossa sociedade. Precisamos estar atentos aos acontecimentos e pautas que permeiam os órgãos governamentais, bem como nos posicionamos em defesa do evangelho.

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