*Por Everson Alessandro Pereira

Setembro logo passará, e com o esvair dos dias, o assunto da prevenção e proteção da saúde mental perderá os espaços nobres em stories e publicações digitais. A bem da verdade, a dor emocional e o desassossego da alma não são temas convidativos e cativantes. Eles permeiam o submundo da dor, da fragilidade humana e do desespero absoluto. Desde Sócrates à logosofia contemporânea, transitando entre a visão naturalista e o subjetivismo atávico, parar para pensar na morte não é algo comum no seio da família. No entanto, quando nos deparamos com os ensinos de Jesus, este tema assume um protagonismo ímpar.

A vida e a morte são conceitos estudados e seriamente aprofundados, uma vez que a esperança de uma vida abundante e farta de dias está visceralmente ligada à visão da esperança que nos move para o dia mais próximo de hoje: o amanhã. Na família, o cultivo dessa esperança encontra lugar nas rodas de conversas à mesa; nas brincadeiras despretensiosas e no compartilhar da vida em seus segundos deliciosamente saboreados. Não há um minuto sequer a ser desperdiçado. Jesus aponta para algo mais real, reconduzindo o sentido da vida à Sua própria existência. Ele priorizou estar próximo; ouvir atentamente e acolher com amor.

A ANDAPEF, enquanto instituição que defende o direito dos pais na educação dos seus filhos, se mobiliza para estender o braço e oferecer apoio às famílias que sofrem com a dor da perda repentina e dilacerante de um parente ou amigo. Quando chegar outubro, é preciso manter o estado de vigilância e de cuidado junto às famílias, esperando o início de um novo amanhecer para desfrutar da alegria da presença: de quem amamos, e de quem nos sustenta, Jesus!

Viva com esperança!

 

Sobre o autor
Everson Pereira é casado, pai de três filhas, advogado e pastor-sênior da Igreja Batista Conectar em Criciúma, Santa Catarina. É Vice-Presidente da ANDAPEF.

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